Arquivo de setembro de 2010

Brasil estréia no Mundial Sênior com pesos pesados em ação.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O judô brasileiro será representado por 17 judocas no maior Campeonato Mundial Sênior de todos os tempos. São esperados em Tóquio, de 9 a 13 de setembro, 792 atletas de 101 países (números a confirmar no Congresso Técnico no dia 8/9 às 2h de Brasília). E os primeiros a pisar no tatame do Ginásio Nacional de Yoyogi são os pesos pesados Rafael Silva, Walter Santos, Maria Suellen Altheman e os meio-pesados Luciano Correa e Mayra Aguiar. Para o Brasil a competição começa no dia 8 às 22h de Brasília (10h do dia 9 de setembro no Japão).

“Já vivi todas as experiências em um Mundial: fui bronze, fui campeão e voltei de mão vazia. Essa bagagem me deixa mais tranquilo para lutar”, diz Luciano Correa, que ficou em terceiro lugar na sua estréia em mundiais, em 2005 no Cairo e venceu em 2007 no Rio de Janeiro. “Do Mundial de Roterdã em 2009 para cá investi bastante na parte técnica, sem descuidar do físico que sempre
foi meu trunfo”, afirma o judoca brasiliense, atleta do Minas Tênis Clube.

A temporada de Luciano em 2010 não deixa mentir. Quinto colocado no ranking mundial, o meio-pesado brasileiro vem do título no Grand Slam de Moscou, quando passou pelo japonês  Takamasa Anai, atual número um da lista.

“Essa é a prova da minha evolução técnica. Tinha lutado cinco vezes com o Anai sem conseguir aplicar nenhum golpe. Agora já sei o caminho”, avalia Luciano. “A maturidade vai ser importante para controlar a cabeça nesse mundial”, finaliza.

A experiência de Luciano e seus quatro mundiais contrasta com o novato Rafael Silva, recém saído do time júnior e um dos representantes do Brasil entre os peso pesados ao lado de Walter Santos (esteve no Mundial 2005).

“Vou encarar esse Mundial como um Grand Slam mais cheio”, decreta Rafael, 23 anos, ouro nos Jogos Pan-Americanos 2010 e na Copa do Mundo de Madrid, além de prata na Copa do Mundo de São Paulo também este ano. “O clima está ficando pesado”, brinca o atleta do Pinheiros/SP, 24o do ranking mundial, referindo-se ao fato de encontrar diariamente no hotel seus adversários na categoria. Walter Santos, da Sogipa/RS, é o 21o do ranking.

Mas é da convivência com atletas consagrados como Luciano Correa, Flávio Canto, Tiago Camilo e Leandro Guilheiro que os novatos se inspiram.

“Converso muito com eles esses dias”, reconhece Rafael, animado pelo fato de lutar no Japão, o berço do judô mundial.

“Sempre que posso ouço a experiência da Rosi (Rosicleia Campos, técnica do feminino) e do Honorato (Carlos Honorato, medalhista olímpico e mundial e seu namorado)”, diz a outra estreante do dia, Maria Suellen Altheman, 22 anos e medalhista de prata no Grand Slam do Rio de Janeiro 2010. “Honorato sempre fala para, na hora da luta, eu só me preocupar comigo e confiar que sou melhor”, conta a 15a colocada do ranking mundial, atleta da Associação de Judô Rogério Sampaio/SP.

Prata (2008) e bronze (2009) no Campeonato Mundial Júnior, a gaúcha Mayra Aguiar volta o Mundial Sênior depois de ficar afastada por cirurgia no joelho entre 2008 e 2009. Seu último foi no Rio 2007.

“Mudou muita coisa de lá para cá: as regras do esporte, a minha categoria… acho que todas as mudanças foram para melhor”, diz a judoca da Sogipa/RS, bronze no Grand Slam do Rio de Janeiro e ouro na Copa do Mundo de Budapeste, ambas em 2010, já na categoria até 78kg. Mayra ocupa a 14a colocação no ranking mundial.

Esse será o primeiro Campeonato Mundial já valendo pontos para o ranking de classificação olímpica (ouro 500 pontos, prata 300 pontos, bronze 200 pontos, quinto lugar 100 pontos, sétimo lugar 80 pontos). Se os Jogos de Londres fossem hoje, todos os atletas convocados para Tóquio estariam dentro do índice determinado (entre as 13 melhores no feminino e os 22 melhores do mundo no masculino, em alguns casos, levando em consideração os descartes). Diferentemente dos anos anteriores, a vaga para Londres 2012 são do atleta e não mais do país. Por conta disso, a Federação Internacional de judô autorizou a participação de dois atletas por país em todas as categorias. O Brasil vai com “chance dobrada” de medalha no meio-médio masculino (Flávio Canto e Leandro Guilheiro), médio masculino (Tiago Camilo e Hugo Pessanha) e pesado masculino (Walter Santos e Rafael Silva). Os convocados são: Felipe Kitadai (60kg), Leandro Cunha (66kg), Bruno Mendonça (73kg), Leandro Guilheiro e Flávio Canto (81kg), Tiago Camilo e Hugo Pessanha (90kg), Luciano Correa (100kg), Walter Santos e Rafael Silva (+100kg); Sarah Menezes (48kg), Erika Miranda (52kg), Rafaela Silva (57kg), Mariana Silva (63kg), Maria Portella
(70kg), Mayra Aguiar (78kg) e Maria Suellen Altheman (+78kg).

O Brasil soma 19 medalhas em Campeonatos Mundiais Sênior de Judô: 4 ouros, 2 pratas e 13 bronzes. Nas duas últimas vezes em que o Campeonato Mundial Sênior foi disputado no berço do judô mundial, o Brasil subiu ao pódio: bronze em Osaka 2003 com Mario Sabino, Carlos Honorato e Edinanci Silva e bronze em Tóquio 1995 com Danielle Zangrando.


Manoela Penna, de Tóquio

Fonte: Site da CBJ

Saudações Olímpicas!

Sebástian Pereira

Brasil conquista 15 medalhas no Pan Sub 17!

domingo, 5 de setembro de 2010

 Brasil manteve sua tradição no primeiro dia de disputa do Campeonato Pan-Americano Sub 17 e Sub 20, disputado em Orlando, nos EUA. Neste sábado, no torneio Sub 17, os judocas da equipe brasileira conquistaram 15 medalhas, sendo 13 de ouro e duas de prata. Neste domingo o evento terá as lutas na categoria Sub 20.

“Este primeiro dia de disputa em Orlando foi dentro das expectativas e o mais importante é ter mantido a tradição do judô brasileiro no continente. Creio que neste domingo podemos repetir, ou até, superar o resultado do Sub 17″, diz o coordenador técnico das categorias de base da Confederação Brasileira de Judô, Luiz Romariz.

Foram campeões em Orlando Alessandro Pereira (-55kg), Nícolas Almeida (-60kg), Ricardo Santos Júnior (-66kg), Gustavo Assis (-73kg), Eduardo Gonçalves (-81kg), Gabriel de Souza (-90kg), Tiago Bastos Gabriel (+90kg), Laís Lessa (-40kg), Nathália Mercadante (-44kg), Alexia Castilho (-48kg), Flávia Cruz (-52kg), Beatriz de Oliveira (-70kg) e Sibilla Faccholli (+70kg).

Leonardo Nelo (-50kg) e Flávia Gomes (-63kg) ficaram com a prata.

Vice-campeã dos Jogos Olímpicos da Juventude e campeã mundial Sub 17, Flávia Gomes era cotada por todos para ficar com a medalha de ouro no Pan. Porém, uma derrota por ippon para a americana Mendi Chow acabou tirando a brasileira do primeiro lugar do pódio.

“O caso da Flávia serve de lição, pois muitas vezes se aprende mais na derrota do que numa vitória. Foi uma surpresa, mas é algo que poderia acontecer, pois o foco dela estava voltado para os Jogos Olímpicos da Juventude”, diz a técnica da seleção feminina Sub 17, Andrea Berti.

Neste domingo lutam Sergio Yoshimura (-55kg), Allan Kuwabara (-60kg), Walbercy Aiva (-66kg), Lucas Almeida (-73kg), Guilherme Cordeiro (-81kg), Raphael Warzee (-90kg), Jonas Inocêncio (-100kg), Daniel de Sousa (+100kg), Águeda Silva (-44kg), Nathália Brígida (-48kg), Eleudis Valentim (-52kg), Giullia Penalber (-57kg), Fernanda Peinado (-63kg), Nadia Merli (-70kg) e Beatriz Mendonça (-78kg).

Fonte: Site da CBJ

Saudações Olímpicas!

Sebástian Pereira

Brasil encerra Pan Sub 20 com mais 15 medalhas!

domingo, 5 de setembro de 2010

O Brasil encerrou neste domingo (5), em Orlando (EUA), a participação no Campeonato Pan-Americano Sub 20 com 15 medalhas, sendo 11 de ouro, duas de prata e duas de bronze. Com 30 medalhas no total e o primeiro lugar no quadro geral de medalhas do evento, o país mantém a hegemonia continental do judô brasileiro desde o ano de 2002.

No Sub 20, foram campeões Allan Kuwabara (-60kg), Lucas Almeida (-73kg), Guilherme Cordeiro (-81kg), Jonas Inocêncio (-100kg), Daniel de Sousa (+100kg), Águeda Silva (-44kg), Nathália Brígida (-48kg), Eleudis Valentim (-52kg), Giullia Penalber (-57kg), Fernanda Peinado (-63kg) e Nadia Merli (-70kg), enquanto Sergio Yoshimura (-55kg) e Beatriz Mendonça (-78kg) ficaram com a medalha de prata e Walbercy Aiva (-66kg) e Raphael Warzee (-90kg) foram bronze.

Para o coordenador de categorias de base da Confederação Brasileira de Judô, Luiz Romariz, a principal meta em Orlando foi alcançada.

“O objetivo principal era manter a tradição do judô brasileiro e mostrar nossa força no continente. Agora é dar início a preparação para o Campeonato Mundial Sub 20, no próximo mês”, explica Luiz Romariz.

Aos 18 anos, a atleta da categoria médio (-70kg), Nádia Merli, venceu o Pan e já faz planos para o restante da temporada.

“Para mim este Campeonato Pan-Americano era também uma seletiva para o Mundial. Preciso manter o foco e os treinos, além de estudar as adversárias”, diz Nádia, que ressalta a importância do intercâmbio de 20 dias feito no mês março na Europa. “Foi a primeira vez que estive na Europa e deu para notar que na minha categoria as atletas têm muita força. Mas no nível técnico, não senti diferença”, completa Nádia Merli.

Fonte: Site da CBJ

Saudações Olímpicas

Sebástian Pereira

Ketleyn Quadros é nomeada embaixadora das Olimpíadas Escolares do COB!

sábado, 4 de setembro de 2010

A primeira mulher a subir em um pódio olímpico em esportes individuais, a judoca Ketleyn Quadros foi nomeada esta semana embaixadora das Olimpíadas Escolares do COB. A peso leve terá a companhia, na função de promover a competição e servir de exemplo para jovens atletas, nomes como Keila Costa (atletismo), Luciano Pagliarini (ciclismo), Dayane Camilo (ginástica rítmica), Luiz Lima (natação), Hugo Hoyama e Thiago Monteiro (tênis de mesa), Duda Machado (basquete), Lenisio Teixeira (futsal), Felipe Borges (handebol), Emanuel Rego, Shelda Bede, Roberto Lopes (vôlei) e Fernanda Oliveira (vela). 

As Olimpíadas Escolares, para atletas de 12 a 14 anos, serão disputadas em Fortaleza (CE), entre os próximos dias 10 e 19. O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) escalou 14 atletas e ex-atletas como Embaixadores das Olimpíadas Escolares. A função dos embaixadores é passar a experiência adquirida em vários anos de atividade no esporte internacional aos futuros atletas do Brasil.

“A participação dos embaixadores cresce a cada edição das Olimpíadas Escolares. A força do exemplo de vários campeões do esporte brasileiro estimula e motiva os jovens atletas”, disse Edgar Hubner, Gerente de Iniciação, Fomento e Eventos do COB, e
diretor geral das Olimpíadas Escolares.

Fora as inúmeras medalhas conquistadas em Jogos Pan-americanos, os embaixadores das Olimpíadas Escolares somam cinco medalhas olímpicas: Emanuel Rego, ouro em Atenas-04; Shelda Bede, prata em Sydney-2000 e Atenas-04; Fernanda Oliveira, bronze em Pequim-08; e Ketleyn Quadros, bronze em Pequim-08.

Os Embaixadores das Olimpíadas Escolares farão uma série de atividades juntos aos atletas participantes do evento, como palestras, demonstrações, cerimônias de premiação, atividades culturais, entre outras.

“Não há melhor maneira de unir esporte e educação do que aproximar um medalhista olímpico, por exemplo, de um jovem aluno começando a carreira de atleta. O exemplo a ser dado ultrapassa as fronteiras das quadras, pistas e piscinas. Aos olhos de um jovem em formação, a conduta de um atleta pode ser mais importante do que suas conquistas”, explica Edgar Hubner.

Recorde – Fortaleza verá a maior edição das Olimpíadas Escolaresjá  realizada, com um total de 4.217 inscritos, sendo 3.635 atletas. Este é o novo recorde de inscritos do evento. As Olimpíadas Escolares serão disputadas por 28 delegações, sendo uma para cada um dos 26 estados brasileiros, mais uma equipe do Distrito Federal e outra da cidade sede. Esta é a primeira vez que a
competição terá 100% de participação.

Fortaleza verá o novo formato da competição, com 11 modalidades em disputa: Atletismo, basquete, ciclismo, futsal, ginástica rítmica, handebol, judô, natação, tênis de mesa, vôlei e xadrez.

Fonte: Site da CBJ

Saudações Olímpicas!

Sebástian Pereira

Mundial 2010: Seleção Sênior faz adaptação ao fuso e ao calor no Japão!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A seleção brasileira de judô está no Instituto Kodokan/Tóquio fazendo os últimos treinos antes da estréia no Campeonato Mundial Sênior, que vai de 9 a 13 de setembro. A tradicional instituição japonesa, berço do judô em 1882, quando a primeira escola foi aberta no local por Jigoro Kano, é a casa dos atletas brasileiros desde a última segunda-feira. Os 17 judocas que representarão o Brasil no maior Mundial de todos os tempos (mais de 800 inscritos de 89 países) estão treinando diariamente pela manhã, das 10h30-12h e já estão mais adaptados ao fuso de 12 horas e ao calor que chegará aos 35C no próximo sábado segundo a meteorologia.

“Está muito quente em Tóquio e todos estamos sofrendo um pouco com isso”, afirmou o coordenador téncnico Ney Wilson, lembrando a presença da nutricionista da CBJ, Roberta Lima, que orienta a reposição de líquidos dos atletas para que a desidratação não prejudique os brasileiros.

Nesta quarta-feira, Luciano Correa, Tiago Camilo, Hugo Pessanha, Rafael Silva, Flávio Canto, Leandro Guilheiro, Felipe Kitadai e Erika Miranda fizeram treino forte na musculação. Em seguida, toda a equipe masculina e feminina seguiu para o dojô onde se dedicou à parte técnica comandados pelos treinadores Rosicleia Campos e Luiz Shinohara.

“Todos estão treinando muito bem”, elogia Ney Wilson, ressaltando que Tiago Camilo, que sofreu uma pequena lesão no pé antes do embarque, está sem problemas e treina sem qualquer proteção no dedo. A equipe é acompanhada no Japão pelo médico Breno Schor e pelo fisioterapeuta Fábio Minuti.

Depois do treinamento, a delegação foi liberada para passear por Tóquio e descansar, mas nada de dormir.

“Temos que nos adaptar 100% ao fuso e qualquer soneca de tarde pode atrapalhar”, explica Ney Wilson.

Mais do que lapidar a parte técnica e física dos judocas para a estréia no Mundial, os dez dias de treino no Japão servem também para unir ainda mais a equipe.

“Os treinamentos tem sido ótimos, sempre com alto astral, o que é muito importante”, diz a técnica da equipe feminina, Rosicleia Campos.

Fonte: Site da CBJ

Saudações Olímpicas!

Sebástian Pereira

IJF homenageará Anton Geesink no Mundial de Tóquio!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O holandês Anton Geesink, falecido esta semana aos 76 anos, será homenageado pela Federação Internacional de Judô durante o Campeonato Mundial Sênior em Tóquio (9-13 de setembro). Judoca 10 DAN, o peso pesado Geesink entrou para a história do esporte mundial em 1961 ao ser o primeiro ocidental a conquistar um título internacional no judô. Geesink foi bicampeão mundial (Paris 61 e Rio de Janeiro 65) e campeão olímpico em Tóquio 64. O holandês era membro do Comitê Olímpico Internacional desde 1987.

“A perda de Geesink deixará uma lacuna na comunidade do judô. Teremos o Campeonato Mundial Sênior em Tóquio, local onde Geesink conquistou seu título olímpico. Será o momento perfeito para prestarmos lembrança a ele”, afirmou o o presidente da Federação Internacional de Judô, Marius Vizer, que em Rotterdam 2009 já havia homenageado o holandês.
Fonte: Site da CBJ
Saudações Olímpicas!
Sebástian Pereira

COB comemora participação do Time Brasil em Cingapura 2010!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Com uma cerimônia realizada na Baía da Marina, em Cingapura, terminou nesta quinta-feira, dia 26, a primeira edição dos Jogos Olímpicos da Juventude. Durante 12 dias, 3.600 jovens de 205 países e com idades entre 14 e 18 anos participaram do evento que uniu competição esportiva de alto rendimento, atividades culturais e, acima de tudo, possibilitou estes jovens atletas a vivenciar intensamente o ambiente olímpico. O Time Brasil, representado por 81 atletas em 20 modalidades, deixa Cingapura com sete medalhas, sendo três de ouro, três de prata e uma de bronze. O Brasil participou de 33 finais olímpicas, sendo 15 masculinas e 18 femininas, em 14 modalidades diferentes. Considerando que mais de 60% dos atletas da delegação brasileira participaram de finais, a avaliação do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) é de que a geração 2016 passou com louvor em seu primeiro grande teste.

O objetivo do COB nos Jogos Olímpicos da Juventude seguiu o conceito estabelecido pelo Comitê Olímpico Internacional para o evento: possibilitar a vivência de uma competição olímpica a jovens atletas nas mais diversas modalidades, como estímulo ao seu desenvolvimento técnico. O COI estabeleceu um limite de 70 atletas de modalidades individuais para cada país, além de duas vagas em esportes coletivos, uma no masculino e outra no feminino, desde que o país atingisse a classificação. Como o voleibol brasileiro decidiu não enviar equipe, o handebol conseguiu a classificação nos torneios qualificatórios e disputou os Jogos nas duas categorias, conquistando o bronze no feminino. “Os Jogos Olímpicos da Juventude vieram em um momento muito especial para o esporte brasileiro. Tivemos a oportunidade de dar experiência internacional para estes jovens atletas, que, devido a sua idade, têm grandes chances de disputar os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro em 2016. O fato de o Brasil ter classificado 81 atletas em 20 modalidades, através de seletivas internacionais, demonstra a qualidade do trabalho de base realizado pelas Confederações Brasileiras Olímpicas, com o apoio do COB, e o compromisso de investir no desenvolvimento de todas as modalidades olímpicas”, declarou Marcus Vinicius Freire, superintende executivo de esportes do COB.

Cingapura 2010 demonstrou ainda a importância das Olimpíadas Escolares no processo de descoberta e aprimoramento de jovens atletas brasileiros. Dos 81 atletas que integraram o Time Brasil, 38 participaram das Olimpíadas Escolares. O COB montou um planejamento especial para a preparação do Time Brasil com os mesmos recursos que já recebe da Lei Agnelo/Piva. Além do suporte a treinamentos e participações em competições pré-evento, a entidade organizou um seminário em São Paulo, onde passou todas as informações sobre os Jogos para atletas e treinadores. Além disso, reuniu boa parte da delegação para um período de aclimatação em Dubai. “O resultado do Time Brasil em Cingapura 2010 servirá de base para o contínuo aperfeiçoamento desses atletas e integra o planejamento do COB e das Confederações para os Jogos Olímpicos Rio 2016. Da mesma forma, a escolha do handebol como a modalidade coletiva do Brasil nos Jogos Olímpicos da Juventude faz parte da estratégia de desenvolver modalidades com potencial de resultados internacionais. Nosso resultado foi muito bom. No fim, chegamos a sete medalhas e mais de 60% dos atletas do Time Brasil participou de finais. Estes são números interessantes”, comentou Marcus Vinicius.

O superintendente adiantou ainda que muitos dos atletas que se destacaram nos Jogos Olímpicos da Juventude serão contemplados em projetos especiais do COB para estimular seu desenvolvimento em busca de mais medalhas para o país em futuros eventos. A partir do próximo mês, o COB avaliará os atletas e modalidades que serão incluídas nesta nova gerência da entidade, que visa investir e dar suporte a atletas com potencial para alcançar bons resultados em competições esportivas.

Primeira mulher a chefiar uma delegação organizada pelo COB, a medalhista olímpica Adriana Behar se emocionou com a participação brasileira. “Acompanhei os atletas desde São Paulo, passando por Dubai, e pude perceber a transformação não só de comportamento, como de ganho de experiência e nível técnico. Fiquei encantada com a estrutura oferecida pelo COB para que os atletas competissem da forma mais tranquila possível. O comprometimento deles com os Jogos fez com que superassem seus limites. Para eles foi uma experiência fundamental. E para mim, foi incrível. Vivenciar novamente o espírito olímpico e ver os atletas brasileiros competindo me emocionou muito”, afirmou Adriana.

As novidades dos Jogos Olímpicos da Juventude também se mostraram presentes nos esportes, como no basquete 3 x 3, uma das sensações do evento, nos revezamentos entre países, na canoagem cabeça a cabeça, em equipes mistas de homens e mulheres e em inovações tecnológicas, como o uso de laser nas provas de tiro do pentatlo moderno e sensores sem fio na esgrima. Com base nos critérios estabelecidos pelo COI, vários esportes olímpicos estiveram ausentes em Cingapura em função do limite de 3.600 atletas. Nos Jogos Olímpicos este limite é de 10.500 atletas. Da mesma forma, as Federações Internacionais inovaram no sistema de classificação, bem diferente do que ocorre para os Jogos Olímpicos.
Além das 26 modalidades esportivas em disputa, os Jogos Olímpicos da Juventude apresentaram um extenso programa cultural e educativo, que introduziu de forma lúdica os jovens atletas no Olimpismo e os valores olímpicos, além de sensibilização para questões importantes, tais como os benefícios de um estilo de vida saudável e a luta contra o doping.

De acordo com o Comitê Olímpico Internacional, os Jogos Olímpicos da Juventude Cingapura 2010 tiveram ainda a participação de 1.850 oficiais e 20 mil voluntários. Dos 205 países participantes, 93 conquistaram medalhas. Os Jogos tiveram a cobertura de 160 emissoras de TV e 1.900 jornalistas credenciados. O COI comemorou a audiência da competição entre os jovens, sobretudo através da Internet. Dos 3,6 milhões de fãs que acessaram informações sobre os Jogos pelo Facebook, Flickr e Twitter, mais da metade está na faixa entre 13 e 24 anos. “O conceito que o COI implantou para esta competição foi completamente diferente do formato tradicional dos Jogos Olímpicos, tanto que o próprio COI não estabeleceu um quadro de medalhas para o evento. O mais importante foi ter proporcionado a atletas de todo o mundo a oportunidade de viver a primeira experiência dos Jogos Olímpicos e estimular a juventude a praticar esporte e a viver de forma saudável, longe do doping e das drogas. É preciso que todos compreendam o alcance desta competição. É uma nova dimensão para o futuro dos Jogos Olímpicos”, considera o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman.

Os próximos Jogos Olímpicos da Juventude serão em Innsbruck, na Áustria, em 2012, que sediará as competições de inverno. Já a segunda edição dos Jogos Olímpicos de Verão será realizada em 2014, em Nanquim, na China.

Confira as medalhas do Brasil nos Jogos Olímpicos da Juventude Cingapura 2010:

Ouro: David Lourenço (boxe), Caio Cezar Fernandes no salto em distância (atletismo); Caio Cezar Fernandes no revezamento medley (atletismo).
Prata: Felipe Wu (tiro esportivo), Thiago Bráz no salto com vara (atletismo) e Flávia Gomes (judô)
Bronze: Handebol feminino

Mais informações no site do COB: www.cob.org.br

Saudações Olímpicas!

Sebástian Pereira

David Lourenço cumpre promessa e conquista o primeiro ouro olímpico do boxe brasileiro!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Se alguém perguntasse ao treinador Claudio Aires qual o seria o resultado do pugilista David Lourenço nos Jogos Olímpicos da Juventude Cingapura 2010, a resposta seria direta: medalha de ouro. A confiança no resultado virou realidade nesta quarta-feira, dia 25, data que ficará marcada com a conquista do primeiro ouro olímpico do boxe brasileiro. Antes de David, a única medalha olímpica do Brasil na modalidade aconteceu nos Jogos Olímpicos do México-68, com Servílio de Oliveira. Coube ao jovem David Lourenço (-59kg), de 18 anos, a honra de levar a modalidade ao lugar mais alto do pódio, após derrotar na final Ahmad Mamadjanov, do Uzbequistão, por 7 a 3. “Essa medalha é uma inspiração não só para mim, como para outros atletas, que um dia podem estar aqui em meu lugar. Meu objetivo agora é ser campeão olímpico mais uma vez, nos Jogos de Londres-2012″, disse David.

Com o ouro no boxe e o bronze do handebol feminino, também conquistado nesta quarta-feira, dia 25, Brasil encerra sua participação nos Jogos Olímpicos de Cingapura com sete medalhas, sendo três de ouro, três de prata e uma de bronze. Nesta quinta-feira será realizada a Cerimônia de Encerramento do evento, às 8h15 (horário do Brasil).

A segurança do treinador no resultado positivo de David em Cingapura vinha respaldada pela capacidade técnica e os últimos resultados do pupilo, mas acima de tudo, por uma imensa força interior. Através dela, David prometeu ao pai que voltaria de Cingapura com uma medalha. “Não tem como explicar o que sinto nesse momento. Falei para o meu pai que ganharia uma medalha. Se não fosse ele eu teria largado o esporte. Eu estava desanimado, não queria saber de treinar todo dia. Estava me sentindo enjoado. Essa medalha representa muita coisa para mim”, disse David.

David chegou aos Jogos Olímpicos da Juventude como o atual campeão mundial da categoria, título conquistado em maio. A final olímpica foi uma repetição da decisão do mundial, quando o brasileiro venceu o atleta do Cazaquistão por 4 a 2. Desta vez, o combate começou de forma equilibrada. David saiu na frente, mas o oponente empatou logo em seguida. O segundo assalto prosseguia sem que os boxeadores abrissem a guarda. Faltando alguns segundos para soar o gongo, o brasileiro encontrou uma brecha na defesa de Ahmad e assumiu a liderança do placar. No round decisivo, o atleta do Cazaquistão abandonou a tática e partiu para o ataque. David não se abalou e manteve a mesma postura, esperando um deslize do adversário, que aconteceu. O campeão mundial aproveitou o desespero do rival para desfilar um repertório de golpes certeiros e inserir mais um título em seu currículo: campeão olímpico.

“Fiquei nervoso antes da luta, só não queria demonstrar meu nervosismo. Não dormi bem ontem. Fiquei preocupado com a luta. Assisti ao vídeo do nosso confronto no mundial, para saber como ele viria. Sabia que não ia ser um adversário fraco. Ter estudado o adversário foi ótimo”, admitiu David.

Sempre ao lado do treinador, por muitas vezes um segundo pai, o pugilista de 18 anos, preparou-se para a chegada deste momento. Desde o começo do ano juntos, treinaram em Cuba, dividiram sonhos, dúvidas e, sobretudo, conquistas, como o título mundial e agora o olímpico. A relação intensificou-se nos últimos dois meses e atingiu o auge durante a aclimatação do Time Brasil em Dubai. Nos Emirados Árabes, David contou com a ajuda do sparring Esquiva Falcão em todo período de treinamento. “Não fomos para lá para passear e sim treinar para chegar aqui conquistar esta medalha olímpica que o Brasil nunca teve. É inédito. Ele está na história e eu também. Isso nunca vai ser apagado. São 42 anos sem medalhas para o boxe em Jogos Olímpicos e conseguimos quebrar este jejum. Foi recompensador. Tivemos o apoio do Comitê Olímpico Brasileiro e da Confederação Brasileira de Boxe, que não deixaram faltar nada até o último momento. É mais uma vitória para o Brasil, que representa muita coisa para o boxe. Com esse resultado, vamos mudar o boxe brasileiro”, comemorou Claudio Aires.

Confira as medalhas do Brasil nos Jogos Olímpicos da Juventude Cingapura 2010:

Ouro: David Lourenço (boxe), Caio Cezar Fernandes no salto em distância (atletismo); Caio Cezar Fernandes no revezamento medley (atletismo).
Prata: Felipe Wu (tiro esportivo), Thiago Bráz no salto com vara (atletismo) e Flávia Gomes (judô)
Bronze: handebol feminino.

Mais informações no site do COB: www.cob.org.br

Saudações Olímpicas!

Sebástian Pereira