Tiro com arco inaugura CT em Maricá com apoio dos recursos da Lei Agnelo/Piva.

Um esporte antes visto como de elite, justamente porque uma flecha profissional em média custa de 30 a 50 dólares e um arco profissional entre 800 a 2 mil dólares, agora está começando a se popularizar no País. Graças à metodologia implantada pela Confederação Brasileira de Tiro com Arco (CBTArco), que, neste sábado, dia 15 de maio, inaugurou o seu Centro de Treinamento, em Maricá, Região Metropolitana do Rio, e com o apoio do Comitê Olímpico Brasileiro, que repassou a entidade verbas da Lei Agnelo / Piva para a construção do CT. Os presidentes da CBTArco e do COB, respectivamente, Vicente Fernando Blumenschein e Carlos Arthur Nuzman, estavam visivelmente emocionados com este pontapé inicial para a evolução do esporte no Brasil. Esteve presente também ao evento o prefeito de Maricá Washington Siqueira Quaquá.

“Este Centro de Treinamento vem a estimular o esporte no País e os resultados virão normalmente, pois teremos toda a estrutura aqui para nossos atletas. Até já temos um técnico de ponta”, afirma Nuzman, referindo-se ao sul-coreano Lim Heesk, de 42 anos, e que ainda se aventurou a dar uns tiros: “Realmente, é preciso muita concentração e preparo físico”, ressaltou o presidente do COB.

No seu discurso, o presidente da CBTArco, Vicente Fernando Blumenschein, fez questão de enfatizar que o Centro de Treinamento de Maricá servirá como referência da Federação de Tiro com Arco (Fita) na América do Sul: “Todos os técnicos de outros países poderão vir até Maricá para treinar e aprimorar as suas técnicas. Isso também foi uma grande conquista nossa”, revelou Blumenschein, lembrando que o CT tem condições de sediar competições internacionais, além de Sul-Americano.

O CT tem capacidade para abrigar 24 atletas. Futuramente, as instalações chegarão a 40 leitos, com sala de musculação, piscina e sala de estar. São 24 mil m² de área e já foram investidos R$ 320 mil. “Essa estrutura toda é justamente para podermos reunir adequadamente a Seleção Brasileira em épocas de competições”, explicou Eros Fauni, diretor-técnico da CBTArco.

Projeto social

Em Maricá, também está funcionando a todo vapor um projeto social com crianças e jovens de baixa renda, com idades entre 11 e 17 anos. Com o CT dando condições para o aprimoramento dos alunos, além dos atletas, o presidente Vicente Fernando Blumenschein já vislumbra melhores resultados a partir dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, e Rio, em 2016. “Esperamos ficar entre os 16 melhores do mundo. Já em 2016, vamos sonhar com uma medalha olímpica”, frisa o presidente.

No projeto-escola, todo o material é cedido aos alunos e os que atingirem melhores resultados serão federados e preparados, ainda este ano, para começar a disputar competições de níveis estadual e brasileiro. “Isso aqui é a minha vida. Sou apaixonado pelo o que faço e o meu sonho está se realizando. O esporte é uma maneira também de educar as crianças e, futuramente, poderemos formar grandes cidadãos”, vibra Dirma Miranda dos Santos, 17 vezes campeã brasileira e coordenadora do projeto.

Eros Fauni lembra que um bom exemplo de que o Tiro com Arco só traz benefícios para as crianças e os jovens é a Coréia do Sul. Lá, o esporte faz parte da grade curricular, porque requer concentração, tendo sido comprovado que isso interfere positivamente nos estudos.

Em Maricá, alguns alunos que eram tidos como “terríveis” em comportamento, além de tirar notas ruins, já tiveram melhoras consideráveis. Tudo isso comprovado pelas professoras e diretoras das escolas. Elas garantem que os alunos recuperaram a auto-estima, disciplina e concentração. É uma prova de que a receita esporte-educação dá certo.

Fonte: Site do COB

Saudações Olímpicas

Sebástian Pereira

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